Dr. Mario Celso Schmitt

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NA ERA DIGITAL, A SAÚDE DOS PEQUENOS AINDA É ASSUNTO PARA CONSULTÓRIO

08/12/2017

Atendimento médico: restritamente presencial: Na era digital, a saúde dos pequenos ainda é caso para ser tratado em consultório.

 

É certo que, hoje em dia, as relações humanas estão se modificando muito rapidamente e experimentamos um novo conceito de convívio, interação e troca de experiências. Além de toda essa nova vivência social, temos um verdadeiro mundo virtual, onde a troca de informações é muito acelerada e a propagação da informação avança velozmente. E assim como existem informações úteis e necessárias, nesse mesmo âmbito há informações falsas, sem comprovação ou mesmo sem aplicabilidade sendo disseminadas de uma maneira até irresponsável.

Ao falarmos sobre a nossa saúde ou dos nossos “pequenos” todo cuidado é pouco. Quando o assunto é o funcionamento do corpo humano a máxima que vale é a de que cada organismo é muito particular sendo que cada indivíduo responde de maneira muito específica a um determinado tratamento, medicamento ou mesmo apresenta sinais e sintomas de forma muito particular, o que faz com que o seu médico de confiança seja sempre a indicação correta para qualquer tipo de consulta, indicação de conduta ou administração de medicamento.

Outro ponto bastante pertinente é entendermos que uma criança não é igual à outra, tampouco tem semelhanças com o organismo adulto. A fisiologia do corpo de uma criança é diferenciada e tudo ocorre de maneira mais acelerada, muitas vezes as complicações em razão de uma medicação mal administrada podem causar problemas muito severos num curto espaço de tempo.

         As inovações permitem verdadeiras maravilhas, como videoconferências para estudos e intervenções muito específicas à distância, como a regulação de emergências através do telefone por profissionais socorristas ou de segurança, por exemplo (SAMU, CVV, PM). Contudo, o encaminhamento de fotos de erupções na pele, relatos das mamães sobre os sinais e sintomas dos filhos através de aplicativos como o WhatsApp® não possuem elementos suficientes para que se possa fazer um atendimento seguro, ou mesmo minimamente responsável.

         Nossa conduta é não concordar com esse tipo de diagnóstico via rede social. O caminho mais seguro – e vale lembrar que os nossos “pequenos” precisam desse cuidado e merecem isso – é buscar o atendimento presencial do médico de confiança ou outro especialista ou em um pronto atendimento, em caso de emergência.

         A internet oferece muitas coisas, nem todas são boas e mesmo as boas precisam ser aperfeiçoadas antes de aplicarmos esses métodos nos nossos maiores tesouros que são os nossos filhos. Comprovadamente, não é seguro utilizarmos as redes sociais para veicularmos qualquer imagem ou relato de problemas das nossas crianças e mesmo de nós próprios. Além disso, existe uma regulamentação oficial do órgão regulatório sobre a atividade médica que diz:

IMPORTANTE: O Conselho Federal de Medicina PROÍBE o médico de consultar, diagnosticar ou prescrever qualquer paciente via whatsapp, conforme Resolução 1974/2011.

 

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