Dr. Mario Celso Schmitt

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Depressão pós-parto: como entender e lidar com a situação

28/09/2018

O que é depressão pós-parto?

É um transtorno do humor que inicia na gestação ou nas primeiras seis semanas após o parto, podendo persistir por um ano ou mais. É uma doença relativamente comum, que acomete entre 10% e 20% das mulheres. 

 Como diferenciar a depressão pós-parto de melancolia ou tristeza puerperal (baby blues)?

Nos primeiros dias depois do nascimento do bebê, é comum que a mãe se sinta irritada, triste e com vontade de chorar, mesmo sem motivo. Mas esses sentimentos podem ser intercalados com momentos de muita alegria e satisfação. Isso se deve a mudanças hormonais que acontecem nessa fase. Esses hormônios vão se estabilizando no organismo à medida que ele começa a produzir o leite materno. Essa condição é passageira e costuma desaparecer até o final da segunda semana de vida do bebê, principalmente se a mulher puder contar com o apoio da família e das pessoas que convivam com ela. Não é necessário nenhum tratamento médico para o baby blues.  

A depressão pós-parto pode interferir na amamentação?

A depressão materna pós-parto aumenta o risco para a interrupção precoce do aleitamento materno. Por outro lado, a amamentação é considerada um fator de proteção para a manifestação da depressão pós-parto. Ou seja, o desmame pode piorar ou mesmo desencadear a depressão. 

Como saber se uma mãe está com depressão pós-parto?

Uma mulher com depressão pós-parto pode apresentar ansiedade e/ou irritabilidade, perder a capacidade de sentir prazer, dormir mal, sentir-se sempre cansada e desanimada, sentir-se culpada, ter o apetite diminuído, não sentir vontade de ter relações sexuais e, inclusive, pode chegar a pensar em suicídio. A mulher não consegue cuidar da criança de forma satisfatória e pode não conseguir amamentar. 

O que fazer se a mulher estiver com sinais de depressão pós-parto?

 

Se essa tristeza se prolongar para além do primeiro mês, existe a possibilidade de que a mulher esteja com depressão pós-parto. Essa é uma condição que requer tratamento médico imediato. Se não tratada, essa doença pode trazer importantes prejuízos na interação entre mãe e bebê e na formação do vínculo afetivo, além de inseguranças no cuidado com a criança, podendo afetar significativamente a saúde da criança.

 

 

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