Dr. Mario Celso Schmitt

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CÓLICAS

27/01/2015


Elas costumam aparecer na segunda semana de vida e duram até, aproximadamente, o quarto mês de vida. Normalmente acontecem no final da tarde ou à noite. Podem durar até três dias, provocando choro, irritação e agitação no bebê.

O texto a seguir traz informações que vão ajudar você a lidar com as cólicas do bebê, com base nas orientações do departamento científico de aleitamento materno da Sociedade Brasileira de Pediatria.

 

Como diferenciar o choro por cólica do choro de fome
O bebê chora por diversas razões: fome, frio, sono, calor, dor, incômodos por fralda molhada ou apertada ou até porque quer aconchego e carinho. Com o tempo, a mãe vai aprendendo a identificar o motivo de choro do seu bebê. No entanto, a criança que chora por fome se acalma assim que mama.

 

Como evitar as cólicas
Mantenha a calma e lembre-se que as cólicas acontecem em um bebê saudável e que vão passar em poucos meses. Algumas ações podem amenizar a dor:

- um ambiente tranquilo e uma música suave ajudam a relaxar mãe e filho;
- um banho morno também ajuda a descontrair;
- movimentos nas pernas do bebê, como “pedalar no ar” podem auxiliar a eliminar o desconforto;
- massagem na barriguinha do bebê, sempre no sentido horário, mobiliza os gases;
- compressas mornas na barriguinha com toalhas felpudas passadas a ferro têm efeito analgésico (teste antes o calor da toalha em sua própria face).

O mais importante é ter paciência para acalmar o bebê, aconchegando-o no colo, barriga com barriga, ou apoiado de bruços na extensão do antebraço dos pais.

Oferecer chá ao bebê não acaba com a cólica e pode prejudicar a amamentação. Remédios “contra gases” têm pouca eficácia.

 

Relação entre cólica e dieta materna
As causas das cólicas do primeiro trimestre não são bem conhecidas, mas parecem ter relação com uma relativa imaturidade do bebê. Elas melhoram com o seu crescimento.

A alimentação materna como possível causa da cólica divide opiniões já que a cólica pode ocorrer tanto em bebês amamentados no seio quanto naqueles amamentados com leite de fórmulas. Existe a possibilidade de alguns alimentos (leite de vaca, soja, trigo, nozes) passarem para o leite materno e provocarem cólicas. No entanto, esses alimentos só devem ser retirados da dieta da mãe caso as cólicas estiverem associadas com outros sintomas gastrintestinais que indiquem alergia alimentar, como a presença de sangue nas fezes do bebê.

Ao primeiro sinal de sangue nas fezes do bebê, seu pediatra deve ser consultado imediatamente.

O ideal é prolongar ao máximo o aleitamento materno porque o leite de vaca tem alto poder de causar alergia, anemia, alterações da função renal, entre outras.

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