Dr. Mario Celso Schmitt

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A RELAÇÃO DAS CRIANÇAS COM A ÁGUA - DIVERSÃO X CUIDADOS

01/02/2018

 

A conexão entre o ambiente aquático e as crianças ocorre desde antes do nascimento, e por isso talvez seja tão difícil afastar uma criança da água. O desenvolvimento anterior ao momento do parto ocorre em meio líquido e somos uma espécie que já nasce totalmente adaptada ao meio líquido, ou seja, para nós é natural estar envolto em água.

 

 

            Nos ambientes recreativos como praias, piscinas bem como nos rios e lagos o ambiente aquático é sempre muito atrativo, e por muitas vezes temos dificuldades em retirar as crianças de dentro da água.

            Um primeiro cuidado importante é a hidratação. Tanto crianças quanto adultos desidratam mais rápido quando estão na água. Pode parecer incoerente, mas é possível estar desidratando mesmo imerso em meio líquido. As atividades físicas são muito mais intensas quando se está na água e o gasto de energia é maior, bem como a transpiração o que potencializa em muito a desidratação. Então a primeira dica é ofertar água constantemente aos pequenos quando estiverem se divertindo na água, eles devem beber líquido em abundância e diversas vezes para evitar os reflexos da desidratação.            

O outro cuidado que é mais comentado trata do risco de afogamentos. É uma questão muito importante em um país com um litoral tão extenso como o Brasil, anto em números totais quanto entre jovens.

A cada ano 150.000 pessoas são vítimas fatais de afogamento; entretanto, seu número exato ainda é desconhecido, em razão de um grande número de casos não notifica dos por desaparecimento sem confirmação de óbito (Spzillman, 2000)               

A base de dados do DATASUS revela que em 1997, 903.414 brasileiros morreram, sendo 13,23% (119.550 casos) decorrentes de causas externas. O afogamento é considerado como trauma pela Organização Mundial de Saúde e o trauma é a primeira causa mortis entre jovens de 5 e 39 anos de idade e a segunda causa entre 0 e 80 anos. (Ribeiro, 2009)

                Pensando nisso, órgãos como a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático e os Corpos de Bombeiros Militares dos Estados dsponibilizam constantemente listas de dicas para e vitar estes tipos de acidentes de podemos extrair as principais:   

- Não se banhe em locais que não tenham serviço de guarda-vidas e estrutura de balneabilidade.

- Piscinas residenciais e de clubes devem sempre estar cercadas e fechadas, impedindo o acesso fácil de crianças.

- Jamais deixe crianças se banhar sem supervisão responsável.

- Nunca mergulhe de cabeça em locais que você não conhece a profundidade.

- Na praia, procure se instalar e se banhar próximo ao posto de guarda-vidas.

- Obedeça às indicações de bandeiras dos postos e orientações dos guarda-vidas.

- Não entre na água após ter ingerido bebida alcoólica.

- Não se banhe em costões ou áreas rochosas.

- Em caso de tempestades, saia da água e se abrigue em local coberto.

- Se você presenciar uma cena de risco, comunique imediatamente o guarda-vidas.

 

 

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